Morfologia na Gramática Normatica


Na gramática tradicional, Morfologia é parte da gramática que estuda as classes de palavras, seus paradigmas de flexões com suas exceções.

Prof. Vicente Martins (Sobral, CE, Brasil)

Prof. Vicente Martins (Sobral, CE, Brasil)
Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA

sábado, 26 de dezembro de 2009

SOBRE ENTRADA LEXICAL



ÂMBITO DA LINGUÍSTICA PORTUGUESA II

ORIGEM do termo LINGUÍSTICA:

· do fr. (linguistique).s.f. Estudo científico da linguagem e das línguas naturais, debruçando-se sobre os seus aspectos fonéticos, sintácticos e semânticos, lexicais e pragmáticos bem como sobre a sua estrutura, evolução, repartição e relação com outras línguas, conforme as diferentes escolas.
[1]


ESTRUTURAS LÉXICAS DO PORTUGUÊS
[2]

LEXICOLOGIA no contexto das Ciências da Linguagem

· Situa-se no seio da Linguística Teórica, sincrónica a par de outros ramos de conhecimento da língua, como a semântica, sintaxe, morfologia, fonética, pragmática, lexicografia;


TERMINOLOGIA a distinguir

LEXICOLOGIA:
[3] estudo científico do léxico; ramo da linguística que se ocupa do estudo teórico e aplicado do vocabulário, das palavras nas suas relações com a etimologia, a fonética, a morfologia, a sintaxe e a semântica.

LEXICOGRAFIA:
[4] Ramo da linguística que se ocupa dos aspectos teóricos e práticos que têm em vista a elaboração de dicionários, vocabulários, glossários.
LÉXICO:

· Conjunto de lexemas
[5], unidades virtuais de significação, que pertencem ao domínio da língua de uma comunidade, de um locutor, por oposição à sua realização no discurso, ao vocabulário[6].
· O dicionário no duplo sentido de conjunto de palavras dessa língua e a sua inventariação;
[7]
· Conjunto de unidades linguísticas básicas (morfemas, locuções, palavras) inerentes a uma língua e cujas unidades se encontram listadas por ordem alfabética num dicionário;
[8]
· Conjunto de unidades linguísticas que representam a realidade extra-linguística.
[9]



o Palavras lexemáticas
[10]: palavras de significação objectiva que realizam, caracterizam a representação linguística dos objectos que constituem a realidade, considerados como propriedades, qualidades, substâncias, processos, correspondendo ao quê da apreensão da realidade:

§ substantivos: mar, terra, luz;
§ adjectivos: belo, actual;
§ verbos: amar, trabalhar, actualizar;
§ advérbios: actualmente; facilmente;
§ pronomes próprios: fulano, cicrano;

o Palavras categoremáticas (ou categoremas)
[11]: unidades portadoras da significação categorial que distingue adjectivos (lindo, actual) de substantivos (actualização, beleza), de verbos (materializar, actualizar, amar), de advérbios (lindamente, materialmente, actualmente); unidades portadoras de significado instrumental ou morfemático. Nesta categoria, incluem-se também os deíticos (este, aquele, ali, aqui…).

· Palavras morfemáticas
[12]: morfemas ou palavras instrumentais que não representam directamente a realidade, mas apenas estabelecem relações de unidades da língua com outras unidades (como, para, sim, e…).

O léxico pode ainda configurar-se na gramática transformacional ou generativa com uma definição distinta de todas as outras, aludindo aos conceitos de competência:

§ Conjunto das entradas lexicais que correspondem à competência lexical do falante e do ouvinte de uma determinada língua.
§ Lista não ordenada de entradas e lista de regras de redundância constituída por um conjunto de traços específicos de cada entrada.


Fonéticos, transformações morfológicas, propriedades semânticas, propriedade léxicas: localizar e inserir as unidades lexicais nas respectivas categorias e na sequência sintáctica.


Assim o falante/leitor, com base no conhecimento semântico e sintáctico de uma língua, pode compreender e produzir os significados ou sentidos duma frase nunca ouvida ou
dita.

Lexicografia e as bases de dados lexicais

Actualmente existem diferentes bases de dados lexicais à disposição do leitor/escritor/falante fornecidos pela lexicografia:
· dicionários[13]:
§ virtuais
§ suporte material
§ ilustrados

§ unilingues; bilingues;
§ áreas específicas[14]
§ enciclopédicos[15]
· prontuários da língua portuguesa[16]
· glossários[17]


· Utilização das bases de dados lexicais ensino


A utilização deste material no ensino das línguas revela-se de extrema importância na aquisição e desenvolvimento do léxico, do vocabulário não só no âmbito da língua portuguesa como no âmbito das diferentes áreas de conhecimento: ciências; estudo do meio; matemática; expressões.

É a partir do léxico que a criança começa a estruturar o sistema da língua e consequentemente o seu pensamento, organiza o saber adquirido; processa a informação e alia a função de representação à função de comunicação[18].

Para o efeito, poderão realizar distintas actividades com os alunos do 1ºCEB, na tentativa de transformar uma o vocabulário passivo em activo:

· organização de uma lexicoteca (ficheiro de palavras);
· construir glossários da turma;
· consulta do dicionário em sala de aula;
· explorar os possíveis significados de uma palavra, expressão
· estabelecer relações semânticas entre as palavras
· utilizar vocabulário nas suas diferentes funções (poemas; textos publicitários; títulos de jornais);
· manobrar a linguagem, transformando-a: decalque/pastiche.
· processos de formação de palavras: ex. dicionário de africanês;


· Unidade base do léxico


O léxico não pode ser estudado sem se referir a estrutura semântica que lhe é subjacente. Delimitou-se como unidade base: a palavra. Ainda que se verifiquem diferentes designações[19] consoante a escola linguística, são as palavras, enquanto unidades linguísticas dotadas de significado que constituem o seu objecto de estudo.
Unidade semântica básica da língua


Assim, se optarmos por um critério semântico, consideramos as palavras, como unidade fundamental do léxico, como LEXEMAS, para o qual já aludimos, anteriormente, na delimitação das palavras lexemáticas; categoremas, palavras morfemáticas.


LEXEMA:

· “elemento da língua, a forma básica, que fundamenta as possíveis formas do discurso, bem como todos possíveis significados da palavra (...) de que dispõe a competência do falante/ouvinte” (Vilela, 1979:21).


· “é a forma léxica representativa de um paradigma flexional e que aparece como representante desse paradigma nos dicionários e nas gramáticas da língua.” (Lyons in Vilela, 1979:22).


· “as palavras de significação objectiva ou as classes léxicas pertencentes a um inventário aberto (substantivos, adjectivos, verbos, advérbios de modo) em oposição a categoremas (palavra de significação gramatical e pertence a um inventário fechado)” (Carvalho in Vilela, 1979:23).


· “a unidade léxica de significação objectiva ou a unidade que apreende directamente a realidade extra - linguística, abrangendo esta unidade o que, numa designação genérica, se costuma chamar família etimológica” (Coseriu in Vilela, 1979: 23).


Desta forma, qualquer lexema é dotado de um significado e detém um referente. A análise do léxico implica abordar diferentes teorias. Contudo, grosso modo concebe-se e compreende-se o significado lexical como um conceito de relação de significados.



Ao tratamento do léxico vamos, então, designar por SEMÂNTICA LEXICAL: semântica da unidade de língua, cujo objecto é o significado linguístico. Isto significa que as frases e o significado das frases só poderão ser analisáveis mediante o conhecimento e tratamento do significado lexical. (Vilela, 1979:40-41)

Ainda, este tratamento deverá ser feito em função de uma estrutura, com base em oposições lexicais Þ teoria dos campos lexicais. (Coseriu, in Vilela, 1979:42).



MÉTODOS de ANÁLISE SINCRÓNICA do LÉXICO

Atendendo à sua natureza, heterogeneidade e complexidade, a análise do léxico ao longo do tempo não tem sido constante, causando algum caos[20] no plano teórico.

Várias são as propostas dos teóricos, contudo é ponto assente que as unidades léxicas, e respectiva análise, se definem paradigmaticamente e sintagmaticamente.

╙ o valor dos lexemas encontra-se numa rede de interdependências, abandonando a ideia de listagem de unidades léxicas enquanto unidades individuais.

╙ Inicia-se um processo de investigação liderado por Coseriu e Pottier ao considerar um modelo de análise semântica lexical, dando resposta à estruturação do léxico e do modo como o analisar.


ANÁLISE COMPONENCIAL

Uma decomposição sémica das unidades lexicais. Atribui-se à semântica a função de explicitar, determinando os significados ou sentidos lexicais e gramaticais de uma frase[21].

A análise COMPONENCIAL[22] ou SÉMICA prevê a análise do conteúdo das unidades da língua. Para o fazer, é necessário conhecer:

· os elementos mínimos de conteúdo das unidades linguísticas designadas de: semas; traços semânticos, traços sémicos, etc.

o os semas caracterizam todo e qualquer lexema de uma língua;

As diferentes escolas (Estruturalismo e Gramática transformacional) abordaram a análise do conteúdo do léxico de forma distinta:

- Para os Estruturalistas a análise componencial fundamenta-se em três princípios:

- funcionalidade: existe solidariedade entre o plano do conteúdo e o da expressão dos lexemas;
o significado linguístico unitário: para cada forma linguística apenas um significado distinto;
o comutação: método de identificação da categoria sintáctica/morfológica;

- oposição: baseia-se na existência das unidades linguísticas, sendo que funcionam através de traços opositivos em relação a outras unidades;
o uma palavra existe e funciona se houver pelo menos outra unidade com a qual tenha um traço semântico comum e um que a distinga.

- Sistematicidade: prevê a repetição das oposições no sistema da língua: vir/ir; levar/trazer comprar/vender (ou seja: em direcção ao falante ou não em direcção ao falante)


Esta categorização permitiu a E. Coseriu (1973) estabelecer as estruturas paradigmáticas e as sintagmáticas
ß ß

CAMPO LEXICAL afinidade
CLASSE LEXICAL selecção
Implicação

ß
CAMPO LEXICAL: corresponde a um paradigma lexical contemplando articulação e distribuição de um conteúdo lexical pelas diversas palavras, opondo-se entre si por meio de traços sémicos.

-ARQUILEXEMA: unidade correspondente ao conteúdo total de um campo lexical, podendo ser ou não lexema (animal);

-LEXEMA: ocupa uma parte do conteúdo do campo lexical (vaca);

-SEMAS: unidades constituídas por traços distintivos de conteúdo, constitutivas dos lexemas (carnívoro);


CLASSE LEXICAL: é uma classe de lexemas que se relacionam através de um classema;


SUBSTANTIVOS:
ser vivo;
ser humano;
ser não vivo;
ser não humano;
coisa
feminino
masculino
(...)
ADJECTIVOS:
Positivos
Negativos
(...) -CLASSEMA: traço distintivo comum a toda uma categoria verbal, manifesta-se através da distinção gramatical/lexical.


VERBOS:
Transitivo
Intransitivo
Em direcção a
A partir do sujeito
(...)

B. Pottier (1963 in Vilela, 1979:80) analisou alguns conjuntos léxicos, dos quais destacamos o de “assento”, em relação ao qual exemplificaremos cada um dos conceitos já referidos.

Contudo há que distinguir 4 sentidos deste lexema:
- 1. assento: objecto construído ou não onde nos sentamos;
- 2. assento: base;
- 3. assento: bom senso;
. 4. assento: registo.

É o ASSENTO (1) sobre o qual recai esta análise.


ASSENTOS Sobre os pés ncosto braços capacidade
IM
NÃO
SIM
NÃO
1pessoa
+que 1 pessoa
Cadeira
X
X


X
X

Poltrona
X
X

X

X

Banco
X

X

X
X

Sofá X X X

OU também:

S1: objecto construído para se sentar

S1 S2 S3 S4 S5 S6
Banco + - - - +
Cadeira + + + - + +
Poltrona + + + + + -
sofá + + - + + -
S2: com encosto
S3: para uma pessoa
S4: com braços
S5: com pés
S6: feito de material rijo



CAMPO LEXICAL: assento;
LEXEMAS: cadeira; poltrona; banco; sofá;
AQUILEXEMA: o lexema assento
SEMAS: sobre os pés; encosto, braços; capacidade;
CLASSE LEXICAL: substantivos
CLASSEMA: ser não vivo; coisa






Semântica estrutural e “campos associativos”[23]

A teoria dos campos lexicais permitiu considerar o léxico como estruturado, enquanto conjunto de estruturas lexemáticas, originando a construção de um novo conceito: a semântica estrutural – semântica lexical estrutural.[24]

São vários os modelos da semântica estrutural que coexistem, apesar das diferenças. As relações semânticas ao nível do léxico são um exemplo destes modelos, ou os CAMPOS SEMÂNTICOS, os CAMPOS ASSOCIATIVOS, e FAMÍLIAS DE PALAVRAS.
A generalidade dos autores utiliza esta designação
para os conjuntos de lexemas com valores semânticos próximos.[25]

Porém, vamos reservar e utilizar a denominação de CAMPOS SEMÂNTICOS para nos referirmos ao conjunto de significados de um dado lexema e NÃO para conjuntos de lexemas[26].
Assim, um CAMPO SEMÂNTICO abarca diferentes VARIANTES SEMÂNTICAS de um único lexema, ou seja, o seu alcance polissémico num ou mais enunciados.

Estas variantes podem ser determinadas pelas subentradas semânticas de um dicionário de definições, exigindo, à partida, do ponto de vista funcional, a distinção entre duas relações semânticas: a homonímia[27] e a polissemia[28].

Ex. verbo ARDER

Si1[29]: arder em chamas; O pinhal está a arder.
Si2: sentir calor; A Joana arde de febre;
Si3: exaltar-se; O meu pai ardia de raiva, naquele dia.
Si4: sentir forte desejo; Ardia de paixão;
Si5: ter sabor a ácido ou picante; Isto arde na boca.
Si6: doer; O sabão arde nos olhos.
Si7: estragar-se; consumir-se; Ardeu o nosso projecto.
Si8:queimar-se; consumir-se; O museu ardeu completamente.



Assim, os campos semânticos, na acepção considerada, permitem, à semelhança do que foi proposto anteriormente, o desenvolvimento do léxico nos indivíduos. Na verdade, desenvolver o léxico não significa apenas adquirir novas unidades lexicais, mas também conhecer as diferentes variantes semânticas de cada lexema, os vários contextos linguísticos aos quais se associam, definindo-se os seus “empregos”[30]. Porém, ainda dentro dos modelos de semântica estrutural, destacam-se outras relações lexicais.


RELAÇÕES ASSOCIATIVAS ou CAMPOS ASSOCIATIVOS[31]

Apesar de, actualmente, ainda não se conhecer a estrutura global do léxico (caso exista), e apesar de ainda é considerado como uma listagem de itens sem estruturação aparente, torna-se evidente que cada palavra se associa a outras nos mais variados aspectos.

As palavras não são elementos isolados, mantêm relações múltiplas entre si, formando famílias associativas. Uma qualquer palavra pode fazer evocar várias séries associativas. Tomando o exemplo de Saussure[32], a palavra – ausente – poderá despoletar nos indivíduos diferentes tipos de séries associativas, partindo de uma relação de analogia ou contiguidade entre os significantes e os significados[33] (conjuntamente ou não):


AUSENTE

ß ß ß
ausência distante presente
......ausentar ......afastado ......clemente
(...) (...) (...)
palavras derivadas
palavras com pronúncia semelhante
palavras com significado próximo ß ß ß


Esta representação configura-se no conceito de campo associativo, ao qual (ou aos quais) estão ligados factores afectivos, culturais e intelectuais, bem como ao domínio de experiência de cada indivíduo, variando de locutor para locutor[34].

Assim, os critérios são individuais e quase aleatórios, projectando as vivências de cada um dos seus participantes face a uma palavra e a tudo o que a mesma pode evocar.



FAMÍLIAS DE PALAVRAS

Também a semântica estrutural abrange o estudo das relações entre palavras associáveis que apresentam constituintes morfológicos idênticos (radicais ou afixos derivacionais idênticos) pertencem à mesma família de palavras.

Ex. Cadeira; cadeirinha; cadeirão
Árvore; arvoredo; arbusto; arbóreo;
Pensamento; pensar; pensante; pensativo; pensador;

- a relação do significado com o significante é evidente e conhecida pela generalidade dos falantes.
As famílias de palavras vão sendo constituídas ao longo da história das línguas, assumindo, por conseguinte, uma dimensão diacrónica.


Numa outra perspectiva e do ponto de vista funcional, não há verdadeiras famílias de palavras. A entrada de uma palavra numa língua, pode ser divergente quanto ao momento e quanto à via, mesmo apresentando o mesmo étimo[35]. A passagem do Latim para o Português exige alterações nas palavras, processando-se através de duas vias, a que se afasta mais da palavra latina e a que se mantém mais fiel, respectivamente:

- via popular: cadeira.
- via erudita[36]: cátedra.

Esta divergência de parentescos etimológicos nem sempre é reconhecível pelos falantes. A escola desempenhará uma função primordial na passagem de famílias de palavras derivacionais para as não derivacionais, oriundas dos cultismos, pela via erudita, desenvolvendo o vocabulário.

[1] Cf. Academia das Ciências de Lisboa (2001). Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea. vol.II Lisboa: Verbo, 2276.
[2] Título a partir de Vilela, M. (1979). Estruturas Léxicas do Português. Coimbra: Almedina.
[3] Cf. Academia das Ciências de Lisboa (2001). Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea. vol.II Lisboa: Verbo, 2257.
[4] Idem, 2258
[5] Idem, 2257
[6]Conjunto de vocábulos (constitui a actualização dos lexemas no discurso) de uma língua, podendo ser inventariado em classes, In (Academia das Ciências de Lisboa (2001). Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea. vol.II Lisboa: Verbo, 3773.)
[7] Vilela, M. (1979). Estruturas Léxicas do Português. Coimbra: Almedina, 9.
[8] Ibidem.
[9] Idem, 10.
[10] Idem, 11.
[11] Idem, 11.
[12] Idem, 11-12.
[13] “Colecção alfabetada dos vocábulos de uma língua ou dos termos de uma ciência ou arte, com a significação deles ,ou com a sua tradução em outra língua” In Dicionário Lello prático e ilustrado. (1997) Porto: Lello Editores, 366. Pode também incluir informação relativa à categoria gramatical e léxical, ainda a transcrição fonética; a etimologia, sinónimos e antónimos, exemplos, combinações com outras palavras ou expressões, locuçõies, etc.
[14] Linguística; terminologia científica; terminologia náutica e muitas outras áreas do conhecimento.
[15] “obra que abrange todo o saber, todos os conhecimentos em relação a diferentes áreas ou apenas a uma ciência” In Dicionário Lello prático e ilustrado. (1997) Porto: Lello Editores, 366. Mais actualmente designam-se de diciopédias.
[16] Manual de indicações úteis acerca da língua portuguesa, da sua ortografia e acentuação correcta.
[17] livro ou vocabulário onde se inventariam e explicam palavras de uma dada língua, podendo ser antigas e de determinadas especialidades.
[18] Figueiredo, O.M. (2003). “Da língua ao discurso. O processamento lexical nominal”. In Actas do 5º Encontro de Professores de Português: Como pôr os alunos a trabalhar? Experiências formativas na aula de Português. Lisboa: Lisboa Editora/APP, 229-239.
[19] “palavra léxica, palavra semântica, palavra derivada, palavra composta, sintagmema, sintagma, sintagma fixo, expressão idiomática, morfema, morfema livre e morfema preso, entrada lexical, item lexical, lexema, monema, semema, arquilexema e arquisemema” In. Vilela, M. (1979). Estruturas Léxicas do Português. Coimbra: Almedina, 15.
[20] Vilela, M. (1979). Estruturas Léxicas do Português. Coimbra: Almedina, 33.
[21] Teoria formulada por Katz descrita em Vilela, M. (1979). Estruturas Léxicas do Português. Coimbra: Almedina, 33-35. Esta concepção desenvolve-se à volta da ideia que a organização do léxico se assemelha à de um Thesaurus. A definição de cada item expressa-se num conjunto de componentes referentes à entrada lexical, não considerando, no entanto, o facto de uma palavra conter diferentes sentidos (homonímia, polissemia).
[22] Confrontar Vilela, M. (1979). Estruturas Léxicas do Português. Coimbra: Almedina,24-32.
[23] Cf. Vilela, M. (1979). Estruturas Léxicas do Português. Coimbra: Almedina,46-49.
[24] Esta construção foi desenvolvida por E. Coseriu, B. Pottier, A. Greimas e J. Lyons (Europa); Bendix, E. Nida e A. Lehrer (E.U.A).
[25] O que considerámos como campos lexicais.
[26] Contudo, os campos lexicais são, ao mesmo tempo, campos lexicais/semânticos, pois os lexemas relacionam-se pelo valor semântico.
[27] “relação semântica entre palavras de significados diferentes, mas não opostos, relações de identidade fónica e/ou gráfica”. Cf. Duarte, I. (2000). Língua Portuguesa. Instrumentos de Análise. Lisboa: Universidade Aberta, 94-95.
[28] “Facto de um palavra ter mais do que um significado, podendo, por isso, originar ambiguidade”. Cf. Duarte, I. (2000). Língua Portuguesa. Instrumentos de Análise. Lisboa: Universidade Aberta, 94-95.
[29] Si 1..2 (...) abreviatura para Significado, ou seja, correspondente às variantes semânticas..
[30] Vanoye, F. (2002) Usos da Linguagem. 11ªed. São Paulo: Martins Fontes, 28.
[31] Também denominadas de famílias associativas, séries associativas.
[32] Saussure, F. (1999). Curso de Linguística Geral. 8ªed. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 211-215.
[33] Vilela, M. (1979). Estruturas Léxicas do Português. Coimbra: Almedina, 48-49.
[34] Cf. Mateus, M. H. M., Xavier, M. F. (org.). Dicionário de termos Linguísticos. Vol.I. Lisboa: APL/ILTEC. Edições Cosmos.
[35] Duarte, I. (2000). Língua Portuguesa. Instrumentos de Análise. Lisboa: Universidade Aberta, 96-98.
[36] Também denominados de cultismos.

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